sábado, 4 de outubro de 2008

A uma cerejeira em flor




Acordar, ser na manhã de abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz,
dar versos ou florir desta maneira.

Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz ou o quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra,
a tecer o coração duma cereja.


(Eugênio de Andrade)

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