terça-feira, 30 de setembro de 2008

Injustiças não existem. Nós somos justos?
Em vez de reclamar do que a vida nos apresenta, devemos sempre procurar melhorar, fazer a nossa parte, sem nos queixar e sem tentar justificar os próprios erros através dos erros dos outros. Devemos ter consciência de que não somos perfeitos, e não devemos esperar a perfeição das outras pessoas. Não devemos lamentar pelo que nos acontece de ruim. Devemos aprender, amadurecer, olhar e procurar seguir pelos caminhos corretos. Em certos momentos, somente a dor e a dificuldade nos fazem melhor, nos forjam para a vida. Nunca devemos nos corromper, nem desistir de nossos ideais; porque quando isso acontece, nós deixamos de merecer viver aquilo que nós sonhamos.
Sejamos simples. Sejamos nós, mesmos. Sempre haverá alguém que, incondicionalmente, nos amará.

(Rafael Calazans)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008


Olho este rosto, com a surpresa
da sua imobilidade. Que suspiro suspendem
os seus lábios? Que imagem se esconde
sob as pálpebras fechadas? Digo-lhe:
«Amo-te». Como se a pudesse
despertar. São outras as palavras
que a poderiam trazer de volta,
dissipando-se em nuvem no céu
da sua cabeça. «Nenhuma vida passa
duas vezes
pelo mesmo lugar», digo-lhe. E ela
sorri, como se me tivesse
ouvido.


(Nuno Júdice)

“Subitamente surge. tem o teu nome”

“É tarde e és tu.
acima de tudo,
entre a manhã e as árvores,
à luz dos olhos,
à luz só do límpido olhar.”

(Nuno Júdice)

Olhando-se


O espelho enche-se com a tua
imagem; e queria tirá-lo da tua
mão, e levá-lo comigo, para
que o teu rosto me acompanhe
onde quer que eu vá.

Mas sem ti, o espelho
fica vazio; e ao olhá-lo, vejo
apenas o lugar onde estiveste, e
os olhos que os meus olhos procuram
quando não sei onde estás.

Por que não fechas os olhos
para que o espelho te prenda, e
outros olhos te possam guardar,
para sempre, sem que tenham de olhar,
no espelho, o rosto que eu procuro?

(Nuno Júdice)

Gênese


“Todo o poema começa de manhã, com o sol. Mesmo
que o poema não esteja à vista (isto é céu de chuva)
o poema é o que explica tudo, o que dá luz
à terra, ao céu, e com nuvens à mistura – a luz incomoda
quando é excessiva. Depois, o poema sobe
com as névoas que o dia arrasta; mete-se pelas copas das
árvores, canta com os pássaros e corre com os ribeiros
que vêm não se sabe de onde e vão para onde
não se sabe. O poema conta como tudo é feito:
menos ele próprio, que começa por uma acaso cinzento,
como esta manhã, e acaba, também por acaso,
com o sol a querer romper.”


(Nuno Júdice)

Arrepio



Seus dedos na minha pele são arrepios... Todos os pêlos, curiosos, levantam-se para ouvir o suspiro. E, comemorando a vitória da pele sobre as palavras, acompanham seus dedos em ola, arrepiando-se, arrepiados. Seus dedos que, de tão leves, escorregam sobre minha pele, cortando-me em quatro pedaços...


(Rita Apoena)

Sobre o olhar




Eu queria que seus olhos caíssem
no buraco negro
dos meus

(Rita Apoena)

Sobre a separação



Este quarto ficou grande demais. E eu queria um quarto onde só coubesse o meu corpo, uma casca de concreto ao redor de mim. Eu não queria muita coisa. Eu só queria que as paredes me abraçassem.


(Rita Apoena)


Se não a vejo sigo pelo desejo, Encontro mais que sonhado, Dias e dias tentados, Querendo um pouco do seu ar. O abraço apertado, o nó certo. Perto nem escondo o sentir, Me atropelo, os gestos me entregam o pensar... A disputa pelo olhar que diz tudo, O beijo que me deixa voar... A conversa certa, o verbo na língua, O verbo na língua, dizendo me beija!

(Deilson Vogado)

"O escritor-funcionário constrói, sob a ordem burocrática, seu edifício de nuvens, como um louco manso e subvencionado." (Carlos Drummond de Andrade)


(Da esquerda para a direita: Machado de Assis, Vinícius de Moraes, Guimarães Rosa, Lima Barreto e João Cabral de Melo Neto: ócio produtivo)


Há todo tipo de escritor. Existe escritor-guerrilheiro. Escritor-aristocrata. Escritor-cientista. Até escritor-escritor. Dependendo das circunstâncias, algumas dessas categorias costumam se dar melhor ou pior. O escritor-sindicalizado, por exemplo, era o único que tinha vez na ex-União Soviética. Já os Estados Unidos cultivam a variedade do escritor-popstar – aquele que fala melhor do que escreve. Ao longo da História, o Brasil também deu sua contribuição originalíssima a esse panteão. Nossa especialidade: o escritor-barnabé. Com o perdão da metáfora burocrática, a literatura brasileira é, em grande parte, uma flor nascida no mofo das repartições públicas.


A rigor, seria possível distinguir dois tipos de escritor-barnabé: aquele que está mais interessado na carreira do que na literatura e o que está mais interessado na literatura do que na carreira. Como demonstrou o sociólogo Sérgio Miceli em Intelectuais e Classe Dirigente no Brasil, nas décadas de 20 a 50 os dois grupos foram cooptados pelo Estado e acabaram se submetendo ao regime que serviam. Mas é claro que há uma grande diferença nas realizações literárias de uns e outros. Os primeiros, preocupados em bajular os chefes com seus textos, foram responsáveis, no máximo, por aquilo que o modernista Manuel Bandeira chamou, com desprezo, de "lirismo funcionário público", comedido e esteticamente acomodado. Os integrantes do segundo grupo queriam apenas sossego e segurança para realizar suas obras. O poeta Carlos Drummond de Andrade, que foi empregado do Ministério da Educação, escreveu a respeito deles um texto interessantíssimo. Para Drummond, a burocracia foi responsável pela existência de "uma certa tradição meditativa e irônica" na literatura brasileira. Sob suas asas, o escritor-barnabé podia construir em paz "o seu edifício de nuvens, como um louco manso e subvencionado". A lista dos bons autores que viveram a soldo do governo nos últimos 150 anos é impressionante. No século passado: Gonçalves Dias, Manuel Antônio de Almeida, José de Alencar, Aluísio Azevedo, Olavo Bilac, Raul Pompéia, até o inigualável Machado de Assis, diretor de contabilidade da Secretaria de Agricultura. Neste século: Lima Barreto, Graciliano Ramos, José Lins do Rego. Guimarães Rosa era membro do Itamaraty, assim como Vinicius de Moraes e João Cabral de Melo Neto. Entre outros.


(Revista Veja)



"A espantosa realidade das coisas

É a minha descoberta de todos os dias.

Cada coisa é o que é,

E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,

e quanto isso me basta.

Basta existir para ser completo..."

Soneto do amor maior



Maior amor nem mais estranho existe

Que o meu, que não sossega a coisa amada

E quando a a sente alegre, fica triste

E se a vê descontente dá risada

E que só fica em paz se lhe resiste

O amado coração e que se agrada

Mais da eterna ventura em que persiste

Que de uma vida mal- aventurada

Louco amor meu, que quando toca fere

E quando fere vibra, mas prefere

Ferir a fenecer e vive a esmo

Fiel a sua lei de cada instante

Desassombrado, doido, delirante

Numa paixão de tudo e de si mesmo


(Vinícius de Moraes)

Centenário de Machado de Assis


Centenário da morte de Machado de Assis comemora-se esta segunda-feira (29 de setembro de 2008)




Assinala-se, esta segunda-feira, o centenário da morte do escritor brasileiro, Machado de Assis, autor de várias obras, tais como “Don Casmurro” e fundador da Academia Brasileira de Letras. Machado de Assis é apontado como um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Bilhetes



Alguns escrevem pela arte, pela linguagem, pela literatura.
Esses, sim, são os bons. Eu só escrevo para fazer afagos.
E porque eu tinha de encontrar um jeito de alongar os braços.
E estreitar distâncias.
E encontrar os pássaros: há muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez).
Uns escrevem grandes obras. Eu só escrevo bilhetes para escondê-los, com todo cuidado, embaixo das portas...


(Rita Apoena)

Procura-se um amigo sozinho de andar discreto e gesto silencioso. Procura-se desesperadamente um amigo que saiba se aproximar de um passarinho...


(Rita Apoena)

Alvorada


Quando você se sentir sozinho, pegue o seu lápis e escreva.
No degrau de uma escada, à beira de uma janela, no chão do seu quarto.
Escreva no ar, com o dedo na água, na parede que separa o olhar vazio do outro.
Recolha a lágrima a tempo, antes que ela atravesse o sorriso e vá pingar pelo queixo.
E quando a ponta dos dedos estiverem úmidas, pegue as palavras que lhe fizeram companhia e comece a lavar o escuro da noite, tanto, tanto, tanto... até que amanheça...



(Rita Apoena)

Escuta amor...




Talvez num dia
em que de mim já nada mais exista
te lembres de dois braços
que te abraçaram convulsivamente
nessa altura
deixa que os lábios te sangrem
deixa que o sangue
te corra pelo peito

e as mãos
essas
abandona-as...

(Mário Henrique Leiria)
Vivo assim, querendo o instante certo, a palavra certa.
Dizer o sim com gosto de sim. Respeitar o não, mesmo sendo amargo.
Querer o querer bem, sorrir ao imaginar ele por alguém.
Desejar ao seu dengo a unidade plural que é Deus em nossas vidas.
E bem dizer a alegria que ele traz consigo.
Dizer a pessoa amada que o melhor estar por vir,
E ser esse futuro a seguir...

(Deilson Vogado)
A certeza pelo querer me protege.
Nesse momento eu te quero. Proteger, fazer, ser... Amar.
Ter em você o meu querer antes distante, a fita amarela e a certeza no sonhar.
Embora distante, certa é a vontade, certa é a malícia nos sonhos e
nas palavras que rogo por ti.

A certeza em querer esse ar...
Em proteger e amar.
Seu nome em minha boca...
O início de cada história de amor que me contou.

Querer,
Certeza,
Proteger e amar-te.
Deus, faça de mim uma pessoa com a palavra certa...
Mesmo que o desespero do sim e do não me assombrem!


(Deilson Vogado)

terça-feira, 9 de setembro de 2008


Gosto de sonhar...


Se me trancarem a porta da realidade, fujo pela janela dos sonhos...


Gosto de sonhar que vôo...se não posso voar, navego...


Se ao navegar...não puder ir...eu ando...


Se ao andar, alguém me barrar...eu imagino...


E ao imaginar...Nada mais irá me deter...


Posso ser o que não fui, mas um dia serei!




(Melanie)

domingo, 7 de setembro de 2008

Cerejas


Ah cereja, ah cerejas... Tens a cor do batom Da menina que beija... A cor da paixão... Que a alma deseja... Ah cerejas, ah cerejas... Tomastes o meu coração! Não mais tristezas, Apenas cerejas existirão... Ah cerejas... (Doriana/ Lusos poemas)

Doces cerejas podres



Era uma vez uma frondosa cerejeira, apinhada de doces cerejinhas... Um belo dia ela tacou nove cerejinhas pra fora de suas copas por elas estarem podres, pois atrapalhavam o seu funcionamento normal, e principalmente pentelhavam a vida das outras doces cerejas saltitantes felizes... Essas nove cerejinhas podres se uniram e formaram uma banda de post-punk do mal... Não, não foi isso... elas se uniram e formaram uma Máfia fodônica... roubaram uma serra elétrica e derrubaram a árvore fêladapouta...aí elas construíram uma boate-tuntz-tuntz-rave-fuckin-porradona-from-hell no seu lugar e viveram felizes forever ...xD

(missão majanc.blogspot.com)

A vida é uma cereja...
A morte um caroço...
O amor uma cerejeira...

(Jacques Prévert)

Nomes nordestinos para filmes conhecidos

De: Uma Linda Mulher
Para: Uma Quenga Aprumada

De: O Poderoso Chefão
Para: O Coroné Arretado

De: O Exorcista
Para: Arreda, Capeta!

De: Os Sete Samurais
Para: Os Jagunço di Zóio Rasgado

De: Godzila.
Para: Calangão

De: Perfume de Mulher
Para: Cherim de Cabocla

De: Tora, Tora, Tora!
Para: Ó xente, Ó xente, Ó xente!

De: Mamãe Faz Cem Anos
Para: Mainha Nun Morre Mais

De: Guerra nas Estrelas
Para: Arranca-Rabo no Céu

De: Um Peixe Chamado Wanda
Para: Um Lambari Cum Nome di Muié

De: A Noviça Rebelde
Para: A Beata Increnquera

De: O Corcunda de Notre Dame
Para: O Monstrim da Igreja Grandi

De: O Fim dos Dias
Para: Nói Têmo é Lascado

De: Um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita.
Para: Um Cabra Pai D�égua di Quem Ninguém Discunfia

De: Os Filhos do Silêncio
Para: Os Mininu du Mudim

De: A Pantera Cor-de-Rosa
Para: A Onça Baitola

De: 9 e meia semanas de amor
Para: Quase dois mêis de sacanagem.

(blog 21 Centígrados)

O riso de um olhar



O riso de teu olhar
conquistou meus olhos tristes
Sorri para o luar
não mais com olhos tristes

O riso de meu olhar conquistou
luar minguante e triste

Luar minguante alegre
conquistou olhares tristes

Ah…quanto efeito em um só olhar

Que fez meu olhar
Que fez luar
Que fez olhares
não mais brilharem tristes

Eu tenho um desejo !

Nos dias que lua nova entrar
e o céu estiver escuro sem brilho,
deveria substituir por riso olhar

Seu riso olhar !

E as fases lunares seriam assim….

Riso olhar
Quarto crescente
Lua cheia
Quarto minguante

(Pergentino Júnior)



O ser busca o outro ser

e ao conhecê-lo acha a razão de ser,

já dividida...

São dois em um,

sublime selo que à vida imprime graça,

cor e sentido...



(Carlos Drummond de Andrade)

(Trecho de “O incriado” - Vinícius de Moraes)



“…Às vezes por um segundo a alma acorda para um grande êxtase sereno
num sopro de suspensão e beleza passa e beija a fronte do homem parado
e então o poeta surge e do seu peito se ouve uma voz maravilhosa
que palpita no ar fremente e envolve todos os gritos num só grito…”


(Vinícius de Moraes)

Coisa tua



Assim que vi você logo vi que ia dar coisa
coisa feita pra durar,

batendo duro no peito

até eu acabar virando

alguma coisa

parecida com você

parecia ter saído

de alguma lembrança antiga

que eu nunca tinha vivido,

mas ia viver um dia

alguma coisa perdida

que eu nunca tinha tido

alguma voz amiga

esquecida no meu ouvido

agora não tem mais jeito,

carrego você no peito

poema na camiseta

com a tua assinatura

já nem sei se é você mesmo

ou se sou eu que virei alguma coisa tua


(Walter Branco e Alice Ruiz)

sábado, 6 de setembro de 2008

Sobre o estrondo

Sobre o estrondo

Hoje,
ao acordar de repente,
descobri que até mesmo os sonhos
só consigo sonhá-los em versos.

E acordei,
não porque a porta bateu
não porque o estrondo abissal
mas porque meu sonho entendeu
que o barulho era um ponto final.


(Rita Apoena)

Sobre o abraço



Abraçar é encostar um coração no outro...

(Rita Apoena)

Primavera é quando, num pedacinho da Terra, as flores se abrem,
o sol fica mais forte e a vida fica mais alegre.
Quando, num canto da Terra, se faz primavera,
nos outros cantos se faz verão, inverno e outono.
Das quatro estações, a primavera é a mais bonita,
porque colore a terra, perfuma o ar
e contagia os corações sensíveis com sua alegria.
A primavera é uma boa época para renovar o espírito,
assim como as flores se renovam.
E de colher os frutos e semear a terra.
Semear a terra sempre, pois isso significa
mantê-la sempre fértil.
E de terra fértil, sempre brota a vida.
Bom seria se a primavera acontecesse o tempo todo,
em todos os corações
humanos… florescendo, enfim, na forma de actos,
palavras e pensamentos, sempre positivos…
se cada ser vivente, fosse como uma flor, bela, pura e
cheirosa, toda a Terra viveria uma eterna primavera…
Depende de cada um, fazer do próprio coração, a terra…
semeá-lo e cuidá-lo, para cultivar o espírito da primavera,
todo o tempo… em qualquer estação…


(Desconheço o autor)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sobre as despedidas



Os cílios agarraram-se às pálpebras quando tentei fechar meus olhos. Mas você assoprou e todos voaram. De novo nasceram e de novo voaram. Não faça mais isso! Quem vai cortar a lágrima em fatias no dia em que você for embora?

(Rita Apoena)

Sobre o Regador




"O regador é só uma mentira de chuva
que eu tenho de contar às flores,
todas as manhãs..."

(Rita Apoena)

Sobre os poetas

"Então, quando você me beijar,
vai sentir o gosto da minha escrita,
pois a fim de nunca esquecê-las
eu trago todas as minhas palavras
na ponta da língua."

(Rita Apoena)

Sobre as estrelas

Deitada na grama, o céu empoeirado de estrelas. Passei o dedo e - curioso - algumas vieram grudadas na ponta. Olhei para cima e assoprei. Foi tanta estrela caindo que agora eu mal consigo enxergar de tanta esperança."

(Rita Apoena)
Todo dia sim,
Todo dia assim,
Mesmo sendo não.
Tudo dia...

(Deilson Vogado)
Chega a noite, algumas horas são próprias para as voltas do tempo.
Voltar por uns instantes para um passado eterno... Que eu tanto desejei!
Voltar para determinado lugar, aquele que sempre sonhei.
Tempo brincante, mente distante...
Despenquei do ponteiro das horas e não percebi o quanto elas passaram.
Um dia chuvoso, parada lotada, uma blusa...
Quase nem percebia as vozes no mundo afora.
Somente o cheiro, a roupa... O abraço abraçado ao meu.
O tempo é um menino danado que te faz sorrir e lhe deixa temeroso quando brinca com algumas coisas!
Tempo...

(Deilson Vogado)

Tardinha, sol avermelhado.
Mente distante, num cantinho da saudade...
Como curar a saudade que me embala?
Me deixa com sono durante o dia,
A noite me castiga por viajar...
Vou indo assim, sempre com o vento soprando...
Manso para não lhe acordar...

(Deilson Vogado)

Sem sono e muitas vezes distante.
A escuridão é uma luz para meus pensamentos,
O sono pesa..., O desejo me joga de um canto ao outro.
A noite passada, a noite passada...
Um monte de desejos acumulados que ganharam liberdade.
O sossego de um beijo, o ninar de um abraço...
A noite passada...

(Deilson Vogado)

Uns dias quero escrever só por escrever,
Dizer por assim dizer que não estou com a certeza de outrora.
Mas escrever por escrever mostra um vazio, sem hora...
Hora, escrever, vazio...
Uma hora encontro a noção certa para falar sobre o vazio.
Mostrando ele o mais distante de mim...


(Deilson Vogado)


Vou embora, vou para um cantinho onde só eu me entendo.
Vou para um lugar onde serei bem cuidado.
Meu bom, pulsante e amigo coração!
Sabes o quanto ando, sabe o quanto fico parado...
O quanto a vontade de voar me empolga.
Só você me dá essa liberdade, e me deixa tão seguro no chão...
Meu coração!


(Deilson Vogado)




O seu sorriso


Seu sorriso...



Gosto de sorrisos que transcendem
Os lábios...
Sorrisos que brotam no coração
E transbordam num olhar bonito...

Confiante


É..hoje meu paizinho submeteu-se a uma pequena cirurgia......Força pai!!!! Te amamos!!

...Cumplicidades....Nem falo nada!!!

O mundo é grande



O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar...

(Carlos Drummond de Andrade)