domingo, 31 de agosto de 2008

Um rosto




Apenas uma coisa inteiramente transparente: o céu, e por baixo dele a linha obscura do horizonte nos teus olhos, que pude ver ainda através de pálpebras semicerradas, pestanas úmidas da geada matinal, uma névoa de palavras murmuradas num silêncio de hesitações. Há quanto tempo, tudo isto? Abro o armário onde o tempo antigo se enche de bolor e fungos; limpo os papéis, cartas que talvez nunca tenha lido até ao fim, foto grafias cuja cor desaparece, substituindo os corpos por manchas vagas como aparições; e sinto, eu próprio, que uma parte da minha vida se apaga com esses restos...

(Nuno Júdice)

Soneto da Fidelidade


De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei-de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento,

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure...


(Vinícius de Moraes)


Caminhada




...eis que começo mais uma caminhada para dentro de mim mesmo... desta vez, não pretendo retornar... que seja para sempre...
quero contemplar a serenidade das minhas sensações desejantes e viver da alma para fora, tendo o mundo externo como paisagem...
mas levarei em minha mala aqueles que amo, para sempre...

( Pedro Valadares )




E hoje o céu brilhará mais forte Ainda que chova... Porque eu tenho a sorte De ter um amor que me mova... E vou me lembrar desse momento Como o início, um nascer Agora, todo o meu sentimento Sentirá por você... (Rafael Calazans)

=')

Morrer de amor: …não há como sentir dor…é morrer e ir direto ao paraiso…quer coisa melhor?…morrer pra viver eternamente...falando poeticamente, é claro! (Cereja Duarte)
— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura... Tenho medo de cair para dentro de você... Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura... Então, eu desvio os meus olhos para amarrá-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor... Mas, hoje, não encontraram pedra... Encontraram flor... E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos...)

— Ah... Porque eu sou tímida...



(Rita Apoena)

*Lindo, lindo, lindo!!!

Peguei meu coração e o coloquei na mão...Com ele quero presentear você como prova do mais puro amor... Meu coração em minha mão ficou diante dos meus olhos...
Me comovi, senti emoção...Vi no meu coração o imenso amor por você... "Quando o amor enche o coração, não deixa nele lugar para mais nada. Nem para o ódio, nem para o rancor, nem para o orgulho..."